O VIN passou a ser utilizado em 1980 nos EUA e se tornou obrigatório no Brasil em 1986. Passados 30 anos, a tabela se repete. As Tourings e Safaris fabricadas antes desse período podem utilizar númeração de chasis que não segue esse padrão, mas um interno da VW até então.
Se seu campo ANO FAB
informa um ano diferente do que é indicado por seu
chassi, você pode ter problemas numa vistoria ou na
contratação de seguro e outros serviços. Algumas
Tourings e Safaris podem apresentar erro nesse
campo, geralmente com o ano de fabricação informado
no documento seguinte ao que consta no chassi.
Suspeito que isto tenha ocorrido porque a KGBR
poderia receber uma Kombi furgão próximo ao fim do
ano e só tê-la pronta para venda no ano seguinte.
Para não vender o carro com preço defasado, o
licenciava informando pelo ano corrente. Legalmente
ela podia fazer isso por ter status de fabricante e,
afinal de contas, o veículo era mesmo novo, mas o
problema surgiu por terem mantido o VIN original
estampado pela Volkswagen.
O ANO MOD pode ser o
mesmo do ANO FAB ou um ano posterior. É mais
provável o segundo caso, pois a VW utilizava o
sistema para manter o valor de revenda dos veículos
embora efetivamente fizesse poucas alterações nos
carros. Se for necessário pedir acerto de dados no
campo ANO FAB é recomendável pedir a mudança também
do campo ANO MOD para que passe a informar o ano
seguinte. Se isso já ocorria mas com base no ano FAB
errado, o pedido será obrigatório, pois não pode
haver diferença superior a um ano nestes campos.
Por ex., se seu documento informa ano fab 86/ano mod
87 e o chassi indica que o carro foi fabricado em
1985, vc terá que pedir a alteração dos dois campos,
para 85/86. Os proprietários podem considerar
interessante ter um ano de modelo mais recente,
porque é ele que define preço de venda, mas nem os
riscos compensam, nem há significativo acréscimo no
preço em carros tão antigos. Se o primeiro licenciamento de seu veículo tiver sido feito em outro estado, o Detran do seu estado irá encaminhar pedido para acerto deste campo específico ao Denatran. O órgão nacional costumava exiir nesses casos um decalque do número do chassis feito por funcionário do Detran em posto de vistoria. Esse decalque é feito gratuitamente mas depende de uma solicitação por escrito feito pela diretoria de registro de veículos que deverá ser levada por você a qualquer posto do órgão junto com o carro, já para realizar o procedimento. Com o laudo da KGBR não foi preciso fazer esse procedimento, mas é aconselhável fazer a coisa das duas maneiras. Mandar a solicitação com o laudo na frente, e depois repetir a solicitação usando os decalques, para minimizar o tempo de espera. Converse com o funcionário da diretoria de registro de veículos a respeito.
Se seu veículo Karmann
Mobil não apresenta erros no documentos, parabéns,
curta merecidamente seu veículo - porém pode ser
interessante, ainda assim, pedir um laudo à
fabricante, saiba mais aidante no quesito LAUDO. Se
você detectou algum problema saiba que o Detran de
seu estado pode e deve corrigi-lo gratuitamente. A
questão é que o primeiro licenciamento do veículo
foi correto pois os dados foram informados pela KGBR,
que é acreditada como fabricante junto ao Denatran.
Se em algum momento houve alterações dos dados (por
ex., o documento informa tratar-se de uma Kombi sem
transformações) supôe-se que isso ocorreu
posteriormente e não poderia ter sido aceito pelo
Detran, portanto, ele precisa ser solidário para a
correção do problema.
SEGUNDO PASSO - JUNTADA DE DOCUMENTOS
Os documentos abaixo
devem ser anexados à petição
COMPROVANTE DE
RESIDÊNCIA - anexe fotocópia de conta recente (mesmo
mês de entrada do processo no Detran) de prestadora
de serviços públicos em seu nome.
IDENTIDADE E CPF -
anexar fotocópias, frente e verso.
FOTOS - Faça quatro
fotos coloridas (tamanho padrão - 15cm x10cm) dos
quatro lados de seus veículo. Essas quatro fotos
precisam mostrar o veículo inteiro, as placas devem
estar legíveis e ele não pode estar
cortado/encoberto na foto (na maioria dos postos de
gasolina há espaço suficiente para isto - apenas
peça licença e explique ao gerente primeiro, para
ele não pensar que vc é um assaltante querendo
registros do local). Se sua câmera é digital não há
problema nenhum. Não é preciso mandar imprimir as
fotos em bureaus. A foto em papel comum de
impressão caseira também é aceita, mas precisa ser
colorida.
DECALQUE- Faça dois (2)
decalques do seu chassis. Basicamente, coloque uma
folha de papel sobre ele, ou uma etiqueta, e passe
um lápis por cima até que seja possível ler os
dígitos em baixo relevo no papel. Atenção para
captar todos os dígitos.
CRLVs - Anexe
fotocópias de seu CRLV do ano corrente e do
Certificado de Registro de Veículo - CRV, deste em
frente e verso, se o veículo ainda não tiver sido
transferido para seu nome. Verifique se possui
Certificados de Registro e Licenciamento de Veículos
(CRLV) anteriores de seu veículo em que os campos
contenham informações corretas e faça fotocópias
para anexar à petição.
RES. CONTRAN - Anexe à
petição os textos impressos da resoluções 538/78 e
291/08 e 292/08 do Contran - atenção pois esta já é
a terceira reedição dessas resoluções e a cada
reedição o número/título é modificado. Obtenha os
textos atualizados dessas resoluções em:
http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm.
Pode se fazer download de
resoluções anteriores a 1998, como a 538/78, em
link no fim da página. OUTROS DOCUMENTOS - Tudo que tiver e for pertinente ao caso, faça fotocópias e anexe. Coisas como nota fiscal de compra do veículo, folhetos de propaganda da fábrica, etc.
LAUDO - Solicite à KGBR
um laudo informando todas as características do seu
veículo. Para isso, terá que informar o número VIN
do seu chassis e enviar para a fábrica comprovantes
de propriedade e existência do veículo - já não me
lembro o que foi exigido, mas possívelmente decalque
do chassis, fotos do veículo, fotocópias do CRLV. Faça contato previamente com o Sr. Ernesto ou sua colega Dona Lourdes:
Francisco Ernesto Kiem Sales Administration Karmann-Ghia do Brasil Ltda
Phone:
Fax: +55 11 4344 5892
Na conversa e na
correspondência com o Sr. Ernesto esclarece quais
são os campos que contém erros e peça que as
informações a respeito sejam destacadas. Se receber
um laudo inadequado, volte a entrar em contato com o
Sr. Ernesto e explique o caso. Ele providenciará um
novo, porém você terá que devolver o incorreto em
seu poder primeiro. Nesse caso compreenda a posição
da fábrica. Este laudo é coisa séria, pois trata-se
de um documento cuja má utilização pode causar
problemas legais. Isto também é importante porque a
KGBR não tem mais arquivos sobre os veículos que
fabricou, pois foram destruídos num grande incêndio
ocorrido na fábrica.
A fábrica irá enviar
também uma folha da VW do Brasil com desenhos que
indicam a localização do número do chassis na Kombi.
O Laudo será enviado em
três vias. Uma delas deve ser assinada e devolvida à
fábrica como recibo.
Anexe uma das vias e um
fotocópia do esquema do chassis à petição. Guarde (a
sete chaves) a outra via do laudo e o esquema
original. Porque é importante possuir este laudo mesmo que sua documentação esteja correta?
A KGBR passou a emitir
esse laudo porque alguns proprietários tiveram
problemas com vistoria de transferência do veículo.
Ocorre que o número de chassis nas Safaris de motor
alto não está na posição original. Ele foi cortado e
soldado novamente mais à direita, para permitir a
comunicação entre cabine e habitáculo. Alguns
vistoriadores implicaram com isso pensando se tratar
de veículo adulterado e foi preciso o laudo da
fábrica informando que o transplante era de fábrica
e não se tratava de adulteração. Portanto, ainda que
esteja tudo ok com a documentação de seu veículo e
você não tencione vendê-lo, é importante ter esse
laudo. Tanto para não complicar a vida de
herdeiros como porque vai que o Denatran resolve
adotar uma placa de quatro letras e exija vistoria
novamente?
Laudo para Safari/Touring
que não tem número de chassis no padrão VIN (17
dígitos) Antes de adotar o padrão VIN a Volkswagen estampava o número do chassis no cofre do motor e há boas chances dele não ter sido transplantado para outra posição. Se for o caso, alerte o Sr. Ernesto, pois se a informação sobre o transplante constar no laudo pode confundir o vistoriador e causar problemas.
TERCEIRO PASSO - REQUERIMENTO E ENTRADA NO
PROCESSO Anexe os documentos a um requerimento que deve ter texto com teor semelhante a este:
*Antes de redigir a
petição, procure se informar sobre a que
funcionário/departamento deve constar como
destinatário. Em alguns Detrans ou Ciretrans podem
ser chatos quanto a isso. Mas o termo acima deve
servir para a maioria deles.
Faça cópias de tudo que
irá entregar ao Detran e guarde para seu controle -
isso é importante tanto para saber o que foi pedido
como para poder refazer o processo em caso de
extravio da papelada.
Dê entrada no protocolo
geral do Detran do seu estado. Ainda que more no
interior, recomendo dar entrada no edifício-sede do
órgão. Isso minimiza o risco de extravio do processo
e diminui o tempo para conclusão. O tempo para deferimento pode variar muito, dependendo do órgão do seu estado. Se o processo for indeferido, Jjnte todos os documentos, incluindo o protocolo de resposta do Detran, e acione o órgão no Tribunal Especial Cível (pequenas causas), que dispensa advogado, ou faça denúncia ao Ministério Público estadual.
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